quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Brasil -> Madri!


Então vamos começar a falar da viagem propriamente dita!

O voo com a TAM foi muito tranquilo e sem problemas (com exceção do atraso de uma hora para o embarque, sem motivo aparente). Check-in rápido, aeronave muito nova e limpa, ótimas opções de entretenimento a bordo, ótima comida (o que me surpreendeu), e o melhor: nem uma turbulenciazinha no caminho! :D Enfim, nada a reclamar.

Pousamos em Madrid por volta das 13 horas, e lá fui eu para a fila da imigração! Apesar de todo terrorismo que fazem (especialmente com Bajaras), eu estava tranquila, pois estava com tudo certo. Sim, o oficial me fez várias perguntas (se eu tava de férias, onde eu trabalhava no Brasil, quanto tempo ia ficar...) e pediu pra ver a reserva de hotel e a passagem de volta. Tudo à mão, ele viu, conferiu, me devolveu e carimbou minha entrada. Aeeeeee! Realmente não sei se o fato de estar com os papeis da agência tenha ajudado em algo, mas enfim, sem traumas. Fui pegar a mala e encontrar com o rapaz do transfer.

Depois de andar um bocado, lá estava ele com a plaquinha na mão. Havia outras pessoas lá (não sei se do mesmo voo), e mais algumas pra chegar, então esperamos um pouco. Todos presentes, fomos para a van e no caminho para o hotel até deu pra fazer uma amizade rápida com duas meninas do Rio Grande do Sul que iam fazer quase o mesmo roteiro que eu. Até pensei que íamos estar no mesmo grupo, mas no fim não estávamos.

Quando cheguei ao hotel já eram 16 horas. Fiquei hospedada no Confortel Atrium, não é central mas é um excelente hotel (até luxuoso, eu diria); em uma viagem independente, certamente eu não ficaria num hotel daquele nível. Enfim, resolvi desempacotar algumas coisas da mala e descansar um pouco, afinal dali a uma hora deveríamos estar no lobby para encontrar com o guia, que daria as informações gerais da viagem.

O quarto do hotel
Informações dadas, a fome estava grande, e aí lembrei que só tinha tomado o café da manhã do avião, e o meu estômago estava pensando em almoço hehe! Na verdade fiquei surpresa com o tal jet lag – ou, no caso, a falta dele. Sim, é meio estranho, mas realmente achei que seria pior. Não tive maiores dificuldades, ainda bem.

O guia nos deu alguns minutos antes de sairmos para a visita panorâmica (ou “city tour”) à cidade, então aproveitei e comi um sanduba ali no bar do hotel mesmo. O tal do city tour pode parecer (e é) programa bem de “turistão” mesmo, mas acabei fazendo em todas as cidades, primeiro porque eles dão uma boa “geral” na cidade e te ajudam a se localizar melhor quando estiver sozinho, e depois porque o dia de chegada numa cidade deve ser considerado sempre como “perdido”, devido ao cansaço da viagem, à perda de tempo com check-in/check-out etc, então era bom pra “espairecer” um pouco.

Enfim, lá fomos nós. Conforme fomos chegando ao centro, foi caindo a ficha. Eu estava lá! Tantos anos sonhando com isso, e agora era realidade. Bateu uma emoção grande. A primeira parada foi a Plaza de Cólon (ou Praça de Colombo), que tem uma estátua dele, Cristóvão Colombo, em cima de uma alta coluna. Muito bonito monumento. Há também uma outra obra que são basicamente dois blocos de pedra (concreto? Sei lá!) gigantes entalhadas com figuras e citações de filósofos e pensadores espanhóis.



Ali do lado também encontra-se o enorme prédio da Biblioteca Nacional de España e do Museo Arqueologico Nacional, mas ao que parece estava fechado (não ia dar pra entrar mesmo, hehe). Após alguns minutos para apreciar e tirar umas fotos, de volta ao ônibus.


Seguimos para a Puerta de Alcalá, passando em frente ao Parque del Retiro, Paseo del Prado, parando novamente na Plaza de España, com sua famosa escultura de Cervantes e as estátuas de bronze de Don Quixote e Sancho Panza. O lugar é cheio de turistas, mas também dá pra ter um gostinho do cotidiano madrilenho: muitas pessoas simplesmente deitadas na grama da praça, fazendo pique-nique, lendo, brincando com os filhos, ou simplesmente fazendo nada. J

Próxima parada, bem perto dali: Palacio Real! Como aficcionada por história (principalmente medieval), eu não podia estar mais empolgada por ver de perto um palácio de verdade haha! Andei um pouco por ali, apreciando os artistas de rua, os “moleques” fazendo acrobacias com suas bicicletas e as mães correndo atrás das crianças que corriam no meio das bicicletas haha!

Uma das portas laterais do Palácio: "Acesso restrito"

Detalhe do poste de luz

Catedral de la Almudena, que fica em frente ao Palácio
De volta ao ônibus para a última parada, Plaza Mayor.  O combinado foi nos deixarem ali para jantar e explorar os arredores, e nos pegar algumas horas mais tarde. 

"Fucei" um pouco no Mercado de San Miguel (bem parecido com nossos "mercadões"), depois fui dar uma passeada pela Calle Mayor e finalmente entrei na Plaza Mayor. Sentei num restaurante qualquer, pedi um "pollo asado" (frango) que vinha com batatas fritas e um suco de laranja, tudo por 10 euros. Eu sou admitidamente fresca com comidas, mas fiz uma força e resolvi provar algo local, afinal, o que poderia dar errado com frango, batata frita e suco? Bem, tudo, pois eis que me mandam um frango quase inteiro (!!) pingando gordura, a batata frita também super gordurosa e sem sabor e um suco HORRÍVEL! Nem o pão que veio de "brinde" era bom. Isso é jeito de tratar o viajante, Espanha? Eu realmente não sei se o restaurante não era muito bom, mas a partir daí eu desisti e fugi para o refúgio seguro das fast-foods. Que me desculpem os puristas, mas culinária NÃO é meu forte e provar pratos típicos não me faz a mínima falta. 

Ah, e o nome do restaurante é El Soportal. Mas realmente acho que não é "culpa" deles.


Plaza Mayor. Detalhe: a foto foi tirada às 21h50!

Como lidar com esse frango, gente? COMO? MÃÃÃÃE!
Depois de conseguir "garimpar" um pouco do frango e lutar contra a ânsia de vômito toda vez que eu sentia aquele cheiro de gordura (sim, a coisa foi feia a esse ponto), levantei e fui andar mais um pouco, a espera do horário do ônibus que ia nos levar de volta ao hotel. Chegando lá, estava morrendo de fome (afinal não havia comido quase nada), e foi aí que o sandubão do hotel me salvou pela segunda vez no dia, haha! Depois disso, só cair na cama e descansar porque no dia seguinte tinha muito mais! 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Tirando as teias de aranha...

Olá a todos!

Sim, após muito tempo, este blog volta à vida! Já fiz minha primeira viagem à Europa e já quase estou indo pra segunda; inclusive, acho que foi o fato de estar tão envolvida nesse mundo de roteiros, planejamento e tudo mais, que tenha despertado em mim a vontade de escrever por aqui de novo. J

Mas vamos ao que interessa! Neste primeiro post vou fazer um “overview” da minha viagem, e depois parto para os detalhes de cada cidade.

Bom, uma coisa importante a ser mencionada é que, para esta primeira viagem, “escolhi” fazer um pacote (entre aspas porque não foi inteiramente escolha minha hehe!). Sim, tem vantagens e desvantagens (para o meu perfil de viajante, mais desvantagens, admito), mas por ser a primeira vez - sozinha - num continente longínquo de casa, avalio a experiência como positiva e válida. Durante os relatos de cada cidade falarei um pouco mais sobre cada aspecto disso.

No pacote estava incluso o traslado do aeroporto de chegada ao hotel, a hospedagem (com café da manhã), os deslocamentos entre as cidades (de ônibus) e alguns passeios/traslados. Ah, e o seguro viagem (muito importante, como verão mais à frente)! Então não tive que me preocupar com nada disso e me foquei só em programar o que eu ia fazer em cada local, como me locomover pelas cidades e tal.

O roteiro básico foi o seguinte: Madri (Espanha), Paris (França) e Londres (Inglaterra). Digo “básico” pois essas foram as cidades-base; teve também a visita a Toledo e ao Castelo de Chambord, por exemplo, mas mais uma vez, falarei detalhadamente nos próximos posts.

A passagem aérea foi adquirida na TAM. Voos diretos São Paulo/Madri e na volta, Londres/São Paulo. Como a TAM não opera na bela e ótima cidade de Maringá, os trechos até e voltando de São Paulo foram feitos pela GOL.

Isso é algo arriscado de se fazer e não é recomendado de jeito nenhum, devido aos inúmeros perrengues, atrasos e imprevistos que sabemos que podem acontecer num aeroporto. Se desse qualquer problema com o voo daqui de Maringá pra São Paulo, nenhuma das companhias teria responsabilidade, pois as passagens não eram vinculadas, e eu poderia perder a viagem inteira (ou gastar uma fortuna para evitar tal tragédia).

É por tudo isso que fui para São Paulo um dia ANTES do meu embarque para Madri e pernoitei por lá. Não aconteceu nada, mas como eu sei que qualquer neblinazinha que aparece aqui fecha o aeroporto, preferi gastar um pouco e não ter esse estresse.

Sendo assim, fiquei no Hotel Mônaco Convention, em Guarulhos, que oferece traslado gratuito do aeroporto até o hotel (do hotel até o aeroporto custa R$ 5,00). A diária foi R$ 149,00, e incluía café da manhã e o acesso à internet sem-fio. Não tenho maiores comentários sobre o hotel, para uma pernoite foi ótimo. A única reclamação fica por conta das garrafinhas de água do frigobar, cujas tampas não abriam nem por decreto da lei hehehe! Sério, cheguei a cortar o serrilhadinho da tampa e nada! Tive que fazer um FURO na garrafa pra poder beber! =P

Detalhe da água do Capeta!
 E por hoje fico por aqui. No próximo post comentarei sobre o voo até Madri e a temida imigração de Bajaras!


sábado, 24 de março de 2012

Como é tirar passaporte no Brasil


Muita gente tem vontade de viajar pro exterior, mas não sabe nem por onde começar. Eu diria que tirar o passaporte é um ótimo (e necessário) primeiro passo.

Lembrando que para visitar os países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai), assim como Bolívia, Chile, Colômbia e Peru não é exigido o passaporte dos cidadãos brasileiros, mas tão somente a cédula de identidade em bom estado de conservação e emitida pelas secretarias de segurança pública de cada estado (ou seja, carteira de habilitação e carteiras funcionais não valem, somente o RG mesmo).

Como o site da Polícia Federal explica muito bem todos os passos e tem uma ótima seção de dúvidas frequentes, não vou me estender nessa parte; em vez disso, vou comentar um pouco como foi a minha experiência.

Bom, após verificar e providenciar toda a  a documentação necessária, preenchi a solicitação de emissão de passaporte (passo 2, no site da PF) e ao fim emiti a Guia de Recolhimento, cuja taxa atualmente é de R$ 156,07. Paguei pela internet mesmo, lembrando de imprimir o comprovante.

Após, vem o agendamento do atendimento. No site diz que não são todas as unidades que o exigem, mas não fala quais são. Pra minha cidade (Maringá) exige, mas o primeiro dia disponível não passava de uma semana a frente, havendo também vários horários, indo das 08:30 até às 14:00 (em intervalos de 15 minutos).

No dia, cheguei aproximadamente 20 minutos antes do horário agendado, e em aproximadamente 5 já fui chamada. Pontualidade sempre ganha pontos comigo, então já gostei de como começou. Entreguei os documentos para a atendente e em alguns momentos (após a conferência e inserção de alguns dados no computador), ela procedeu à coleta das digitais e da foto, e devolveu meu protocolo com o dia e horário em que eu poderia buscar o documento. Pronto. Em cerca de 10 minutos, cheguei, fui atendida e saí. Lindo demais.

O prazo para entrega informado no site (7 dias úteis) foi obedecido à risca, e na noite anterior ainda recebi um e-mail informando que o passaporte estava disponível, juntamente com um link para uma pesquisa de satisfação! Chegando lá, tudo também foi bem rápido. Foi só entregar o protocolo e em menos de 15 minutos saí com meu passaporte na mão.

A minha única reclamação foi quanto ao horário da entrega. Não sei se em outros lugares é assim, mas aqui você só pode buscar o passaporte das 15:00 às 16:00. Vamos combinar que é um horário bem ingrato, considerando que somente o titular pode buscá-lo.  Bem que poderiam disponibilizar também um horário na parte da manhã, mas esse foi o único ponto baixo mesmo.

Considerando a experiência como um todo, dou uma ótima avaliação ao serviço da Polícia Federal! Então, concluindo o título do post, tirar passaporte no Brasil é fácil, rápido e indolor! =)

domingo, 18 de março de 2012

Sobre o Busão da Cris

Este blog nasceu com o objetivo de manter um registro sobre minhas viagens e ao mesmo tempo servir como fonte de informações (e troca delas) para outras pessoas que planejam visitar ou já foram aos mesmos destinos.

Espero que seja útil!

Cris